DOR DE GARGANTA E AMIGDALITES

DOR DE GARGANTA E AMIGDALITES

As dores de garganta, principalmente acompanhadas de febre, estão entre os motivos principais de consulta pediátrica, especialmente para crianças entre 4 e 12 anos de vida. As amigdalites são as maiores causadoras desse sintoma, e aí é que entra a questão principal. Muitas amigdalites não têm tratamento específico, porque em sua grande maioria são de origem viral, e já sabemos que doenças virais não são tratadas com antibiótico, simplesmente porque não adianta nada. Porem, as amigadalites bacterianas precisam de antibiótico, sob pena de a criança vir a apresentar complicações posteriores, muito pouco freqüentes, mas que existem. Falaremos delas mais adiante.

Importante frisar que bebes até 1 ano não têm amigdalites! E que as formas bacterianas ocorrem principalmente na idade escolar.

Dor de garganta, de forma isolada sem febre, normalmente não têm causa infecciosa.

O dilema do médico

Notem que, acima, foi dito que as amigdalites virais não necessitam tratamento, mas que as formas bacterianas sim. Só que, para o médico, nem sempre é tão simples diferenciar uma coisa da outra, e ocorre o conflito mental: trato ou não trato? Como sair dessa?

O médico experiente, e mesmo os mais jovens mas com boa formação, sabem que é fundamental ouvir a história atentamente e fazer exame físico minucioso; mesmo assim, as dificuldades de diagnóstico são muitas. O USO DO “PAUZINHO DE OLHAR GARGANTA”, POR MAIS ANTIPÁTICO QUE SEJA, POR MAIS REJEITADO QUE ELE SEJA PELAS CRIANÇAS, ELE É UM INSTRUMENTO FUNDAMENTAL PARA O MÉDICO!!

Formas virais

Formas bacterianas

Estado geral bom

Criança “mais caidinha”

Febre

Febre alta

Tosse

Tosse e dor de garganta

Garganta avermelhada

Presença de pus

Placa acinzentada (mononucleose)

Mau cheiro na boca
  Vômitos

 

Dor de barriga
  Caroços (gânglios) no pescoço

 

A tabelinha acima norteia o médico, mas muitas vezes os sinais se superpõem, e a dúvida persiste.

Como resolver o dilema

A bactéria que causa amigdalites chama-se estreptococo. Se ele for detectado, a criança toma antibiótico. Existe um teste, simples de fazer, no próprio consultório, que consiste em colher mínima quantidade de material da garganta, colocá-lo junto a um reagente, e o resultado sai em 5 minutos: se for positivo, é infecção bacteriana.

Se a amigadalite bacteriana não for tratada ?

Crianças com amigdalites, que não tomam antibióticos mesmo quando a infecção é por estrepto, acabam por sarar. Só que o risco que se corre é o de aparecerem, após a melhora da infecção, duas complicações, que são a febre reumática e a nefrite (glomerulonefrite pós- estreptocócica). Muito dificilmente se notam casos, hoje em dia, desses processos, mas não se deve dar “sopa para o azar”, pois as duas doenças podem deixar sequelas.

É preciso operar as amigdalas?

Na grande maioria das vezes, não. Só se a criança tiver amigdalites, bacterianas comprovadamente, com grande freqüência, se a freqüência escolar e alimentação são muito prejudicadas pelas infecções seguidas, se houver dificuldade respiratória devido ao volume amigdaliano, aí pensa-se em retirada das amígdalas.

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